Felicidades
-DM Tayashi-
“Então gente...Como vocês sabem, domingo é aniversário do Yusuke!” Keiko rindo, comentou, aproveitando que o namorado estava no telefone*
“E o que você quer que a gente faça?” Botan perguntou, sabendo o que estava por vir
“Ah..bom...sabe como é né...Eu queria fazer uma festa surpresa...” Ela falou, com cara de pidona “E eu achei que vocês poderiam ajudar né...”
“Nem morto.” Kuwabara respondeu. “Dá última vez, você quase nos matou de tanto querer mandar em tudo que nós fazíamos.”
Botan, Kurama, Shizuka, Yukina e até Hiei concordaram.
“Ah...mas dá última vez, foi em cima da hora...Vai não custa nada...” Ela choramingava.
“Com uma condição.” Kurama prosseguiu “Você fala o que tem que fazer e nós faremos do nosso jeito”
“Mas e se vocês fizerem errado? Dá última vez que voc...” Quando Keiko ia falar, Kurama a interrompeu
“Ou isso ou nada.”
Keiko olhou pra ele, sentindo uma raiva que ela não se preocupava em esconder
Mas depois, ela se lembrou de uma carta que tinha escondida na manga, e deu um sorriso triunfante. “Tudo bem.”
“Que?” Botan falou, incrédula “Eu ouvi direito?Você disse TUDO BEM?”
“É.” Ela respondeu simplesmente
“Qual é a próxima ordem?” Botan prosseguiu, sabendo que coisa boa não estava por vir
“Vocês vão trabalhar em duplas, porque da última vez, só não deu tudo errado, porque eu sabia que vocês iam fazer tudo errado e consegui arrumar tudo” Keiko sorriu “E como eu sou preparada já tenho até as duplas prontas.”
Todos eles se olharam para logo em seguida se voltarem para Keiko “O Kuwabara e o Hiei vão distrair o Yusuke”
“Eu não vou ficar com esse idiota” Hiei disse apenas.
“E eu prefiro trabalhar com minha Yukininha a ter que trabalhar com ele” Kuwabara respondeu
“Ou isso ou vocês terão que ajudar Yukina, Shizuka e eu a arrumar toda a casa e fazer os doces” Ela falou sorrindo meigamente.
“É, acho que a gente pode fazer uma trégua” Kuwabara falou
“Hunf” Hiei cruzou os braços
“E Kurama e eu?” Botan perguntou, inocente
“Vocês farão o bolo” Keiko respondeu, juntando as mãos e sorrindo, ignorando o rubro na bochecha de ambos “A festa vai ser na casa dele as oito da noite aí...”
“Eu não acredito que deixei ela fazer isso.”
Botan falava consigo mesma enquanto saía do banho.
“Ela poderia ter me colocado com as outras meninas para ajudar, aí a gente também arrumava o bolo...” Ela falou suspirando enquanto enrolava uma toalha nos cabelos “Mas nããão...Como sempre a idiota aqui apenas ficou vermelha e gaguejou” Ela se dirigia na direção do guarda roupa “Porque eu não desmarquei nenhum compromisso e apenas comprei o bolo durante a semana? Ah, acho que é porque eu sou uma idiota apaixonada, e precisei esperar ele me telefonar desesperado falando que não tínhamos arranjado o bolo e que a Keiko iria nos matar.” Ela se jogou na cama, lembrando do telefonema as oito da manhã.
“Quem diabos está ligando agora de manhã?” Botan pensava enquanto procurava o telefone “Alô?” ela forçou um bom humor, que melhorou rapidamente quando ouviu quem era.
“Botan, é o Kurama.”
“Ah, oi Kurama!” Ela falou feliz
“Desculpa por ter te acordado..” ele falou, parecendo arrependido
“Tudo bem, eu precisava acordar cedo mesmo.” Ela prosseguiu
“Então...Eu liguei, porque nossa morte foi escrita”
“Como assim?”
“Você sabe que dia é hoje?”
“É Domingo”
“E você sabe o que tem hoje?”
“Kurama eu não to entendendo aonde você quer chegar...” Ela respondeu meio exasperada.
“Nós prolongamos a semana inteira...e esquecemos de comprar...mas por outro lado, compramos a nossa morte...você tem certeza que não se lembra o que tem hoje?” Ele perguntou em tom de esperança e desespero ao mesmo tempo
Um silêncio do outro lado da linha
“AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH O BOLO DO YUSUKE!!!” Botan gritou, desesperada
“O PRÓPRIO!!!” Kurama continuou o desespero
“E AGORA??? ME DIZ A GENTE FAZ O QUE AGORA???”
“Se eu soubesse já teria feito alguma coisa né?” Ele falou “Primeiro vamos manter a calma”
“MANTER A CALMA COMO ME DIZ? NÃO COMPRAMOS BOLO, A KEIKO VAI NOS MATAR JUNTO COM O YUSUKE POR NÃO TER GANHADO BOLO!!!”
“Nós teremos que comprar hoje.”
“Ah claro. Só se nós dois atravessarmos o continente com meu remo, tentarmos falar uma língua que não fazemos a mínima idéia...é vai ser super fácil comprar hoje Kurama”
“Então nós teremos que fazê-lo” ele suspirou “E não quero nenhum sarcasmo agora”
“Mas...você sabe fazer um bolo?”
“Eu presumo que você saiba, afinal você é mulher”
“Isso foi uma indireta do tipo como-você-é-mulher-você-tem-que-pilotar-fogão?”
“Não, essa foi uma direta do tipo você-tem-que-ter-alguma-receita-de-bolo-para-fazer”
“Mas eu não tenho.” Botan parou para pensar “A sua mãe não tem?”
“Deve ter, mas ela foi viajar.”
“Então nós vamos fazer na tentativa?”
“Exatamente”
Botan suspirou “Eu devo ter alguma receita aqui...”
“Perfeito! Então..Eu posso ir aí?”
“As 11 horas?”
“Tá certo.Tchau então”
“Tchau”
“As vezes eu acho que sou um idiota.” Kurama falava consigo, enquanto trancava a porta de seu apartamento e se dirigia a casa de Botan. “Você poderia ter tentado sozinho mas nããão. Tinha que ligar né?”
Kurama pensava, como podia amar tanto uma mulher como Botan.
Ela era totalmente o oposto dele. E por incrível que pareça, tinha sempre uma resposta pronta na língua, assim como ele.
Enquanto caminhava, ele lembrava de todos os momentos que passara ao lado da guia. E o que ele fazia questão de acordar todo o dia pensando, foi quando ela deu a correntinha que ele estava utilizando nesse momento.
“É para dar sorte!” Ele se lembra dela falando, sorrindo para ele.
“Se você soubesse a sorte que eu tenho por, mesmo indiretamente, ter você comigo.”
Ele suspirou parando na frente da porta dela.
“Lá vamos nós.”
“Ok...Posso matar a Keiko falando com uns demônios do Makai...Cortando a cabeça dela? Não...Isso já virou moda, cansei de levar a parte debaixo da alma das pessoas e ter que voltar para encontrar a cabeça.” Botan falava, enquanto listava as mil maneiras de matar Keiko fazendo com que ela sofra muito, quando de repente a campainha toca.
“Lá vamos nós.” Ela suspira e abre a porta.
“Oi Botan...Nossa você está linda hoje!”
Kurama estava ensaiando logo que tocou a campainha. “Se eu falar hoje, ela vai achar que eu a acho feia...então...” Kurama parou para refletir um pouco “Olá Botan!”
“Oi...Kurama?” Kurama congelou.
“O-oi Botan!” Ele disse, recuperando a postura.
“Tá tudo bem?” Botan perguntou, colocando sua mão no ombro do ruivo fazendo ele se virar para ela.
Os dois coraram com o simples toque.
“Tá...tá sim.” Kurama confirmou, sorrindo para ela. “Você está muito bonita, para quem acordou cedo e mau humorada.”
“Parabéns Kurama, você não poderia ter sido um pouquinho mais grosso? Que tal falar que as pernas delas estão peludas, mesmo não estando? Ou que o cabelo dela está ruim”
Mas ela estava mesmo, muito bonita, mesmo utilizando uma simples blusa e uma calça até a altura dos joelhos da cor bege, e um moletom aberto.
“Jura? Eu coloquei uma roupa qualquer... sabe, depois eu troco, porque senão vai sujar.” Ela havia ignorado a parte do mau-humorada, ligando apenas para a parte onde ele dizia que ela estava muito bonita. “Você também não fica muito atrás!” Ambos coraram violentamente.
Kurama utilizava uma calça preta, uma camisa social verde, e um simples casaco preto. “E também, está muito chique para quem vai fazer um bolo. Não tem medo de sujar sua roupa?” Botan perguntou simplesmente.
“Eu já pensei nisso.” Ele respondeu, com um sorriso triunfante. “Por isso mesmo, trouxe uma camiseta velha para colocar.”
“Enfim...Vamos entrar!” Botan respondeu, entrando e sendo seguida por Kurama, que fechou a porta.
“Nós vamos fazer bolo do que?” Ele perguntou.
“Floresta Negra.” Ela respondeu simplesmente.
“Tá bom. E quem vai fazer ele?” Kurama perguntou,
Ela olhou para ele com uma cara de quem não acredita nos próprios ouvidos e simplesmente apontou para ela e para ele.
Kurama soltou uma gargalhada, depois olhou para ela séria e falou “Ah, você não tá brincando?”
“Claro que não.” Ela falou se dirigindo a cozinha. “Não somos dois cozinheiros renomados, mas se é para fazer um bolo, vamos fazer bonito né.”
Quando ela voltou para a sala encontrou um Kurama sem camisa.
Ela engoliu em seco.
Quando ele se virou e a encontrou olhando para ele, ficou sem reação.
“D-desculpa...E-eu...Eu ia me trocar mas..”
“Não tudo bem!” Ela falou sem jeito. “Acontece...” Ela desviou o olhar.
Depois de vestido, ele andou até ela “O que é isso na sua mão?”
Voltando a realidade Botan olhou interrogativamente para Kurama, depois para sua mão, abriu um sorriso e falou “Aventais!”
“Para que?”
“Para proteger a casa.” Ela falou, sarcástica “Sabe, acho que hoje vai chover.”
“E afinal, sua casa é muito frágil e pequena não é mesmo?”
“Toma” Ela jogou o avental para ele.
“Eu não vou colocar isso.”
“Ah vai. Depois tua mãe que vai ter que lavar tua roupa e não você.”
Kurama colocou, e viu que Botan estava tendo problemas com o seu.
“Quer ajuda?”
“Por favor.”
Kurama passou as suas mãos em volta da cintura da guia, puxando o cordão para trás, para poder dar o nó.
Ele tremia, vendo a proximidade em que se encontravam.
Podia sentir seu cheiro, e se perguntava se sua pele era macia.
Sentiu uma vontade súbita de dar leves beijos no pescoço dela.
“Pronto?” Botan falou, com a voz trêmula.
Ela podia sentir o hálito quente do Youko batendo em sua nuca.
Sentia o seu cheiro...
“Pronto.” Ele falou, pousando a mão na cintura da guia.
Botan olhou um instante para baixo, para depois então, se virar de frente para ele.
“Botan eu....”
Quando Kurama ia falar alguma coisa, o telefone tocou.
Botan ficou vermelha e foi atender. Ela tampou o telefone e se virou para Kurama “A receita tá em cima da mesa. Vai pegando as coisas.”
Assim que Kurama saiu da sala, Botan caiu sentada no chão, para logo em seguida, deitar no mesmo.
“Botan dá para você me responder?” Keiko falava do outro lado da linha
“Ah claro...desculpa Keiko, o que aconteceu?”
“Você e o Kurama conseguiram o bolo?”
“S-sim!” Botan falou gaguejando com medo que ela descobrisse
“Então, vocês precisam ver pelo menos uma hora mais cedo tá? Cheguem umas 19:00 POR FAVOR.”
“Tá bom...tchau Keiko”
E logo em seguida desligou o telefone.
“E agora? Eu não posso chegar para ele na cozinha e falar, opa quer continuar o que tava acontecendo na sala?” Ela olhou para o teto “Mas também não posso deixar as coisas como estão.” Ela se sentou e falou “Seja o que Kami quiser.”
Entrando na cozinha, ela viu que Kurama já havia separado todo o material da massa.
“Quem era?” ele perguntou.
“Acho que tudo aquilo não foi nada pra ele...” Botan estava um tanto quanto triste para responder de imediato a pergunta que ele havia feito.
“Botan?”
“Sim?” Ela respondeu olhando um pouco decepcionada para ele
“Quem era?”
“Ah...Era a Keiko.” Ela falou, tentando abrir o pacote de farinha.
“Eu não consigo entende-la. A um momento atrás, ela parecia desapontada e agora parece estar melhor.” Kurama bufou “Mas que droga viu.”
“Não consigo abrir essa droga de saco!” Botan falava furiosa enquanto travava uma luta violenta contra o pacote.
“Posso?” Kurama falou calmo.
“Porque você acha que consegue?” Ela perguntou, em tom de desafio.
“Simplesmente” Ele falou pegando o pacote da mão dela “Porque eu consigo.” E logo em seguida o abriu com facilidade.
Ele sorria em tom de triunfo enquanto Botan o olhava com cara de indignação.
“Eu acho que mereço um prêmio” Ele falou, aproximando seu rosto do dela.
Ela sorriu maliciosamente para ele e disse “Eu também acho.”
E, antes que Kurama pudesse reagir, Botan quebra um dos ovos em sua cabeça.
“Parabéns senhor-que-se-acha-todo-poderoso-por-ter-conseguido-abrir-um-pacote-de-farinha-com-seus-super-músculos” Ela rindo, olhou a cara de bobo que ele fez.
Kurama apenas enfiou a mão no saco de farinha...
“Você não tem coragem” Ela falou se afastando
Retirou a mão cheia de lá...
“Você não faria isso” Ela ficou do outro lado da bancada da cozinha
Colocou o pacote em cima da bancada...
“Kurama” Ela falou rindo, porém em tom de aviso.
“Botan.” Ele disse simplesmente.
Ele saltou a bancada e antes que Botan pudesse ver, virou a farinha na cabeça dela.
“Você pediu.” Ela falou, tirando a farinha da boca.
“O que?” Ele pegou mais um punhado de farinha.
“Guerra.” Ela pegou mais dois ovos e os jogou na direção dele.
Um acertou em sua barriga e o outro na parede.
“Ah é assim?” Ele a segurou pelo braço e jogou mais farinha nela.
“AAAAAAAAAAHHHHHHHHH VOCÊ ME PAGA SUA RAPOSA MALDITAAAA”
Ela pegou a farinha da mão dele e jogou na cabeça dele, que, para não se dar por vencido, quebrou três ovos na cabeça dela.
Quando o Youko ia sair correndo, escorregou em um dos ovos e caiu deitado no chão.
Assim que Botan foi ajuda-lo, ele a puxou, fazendo com que ela caísse em cima dele.
“Sua raposinha arrogante” Ela falou se levantando, um pouco corada, mas que estava escondida graças a farinha.
“Sua guia persistente” Ele falou se levantando também.
“Acho que os ovos acabaram” Ela falou se dirigindo a geladeira “E por culpa sua”
“Ah claro. Afinal, eu que sou torto e consegui acerta-los na parede.” Ele falou pegando o pacote de farinha. “Acho que dá para usar a farinha que tem aqui.”
“Sorte sua, eu não comer ovos” Botan pegou mais seis ovos de dentro da geladeira e os colocou na mesa.
“Se você não come, por que tem?” Ele perguntou, confuso.
“Porque sempre tem umas emergências desse tipo” Ela falou, sorrindo.
Depois de pronta a massa, e a forma untada, Kurama colocou-a dentro do fogão.
“Certo...Agora o recheio e a cobertura” Botan falou indo pegar as cerejas e o chocolate meio amargo “Pega a batedeira e coloca o creme de leite junto com o açúcar.”
“Tá bom”
“E aproveita e pega o ralador pra mim, ali no armário” Ela falou enquanto colocava as cerejas e o chocolate em cima da mesa.
Botan colocou o chocolate em cima da mesa e começou a cortar as cerejas, enquanto Kurama batia as outras coisas.
“Quer uma?” Ela falou enquanto colocava uma cereja na boca.
“Não gosto.” Ele disse, concentrado.
“COMO NÃO?” Ela, estupefata colocou as mãos na cinturas, deixando a faca no balcão.
“Ué...Não gosto.” Ele falou, desligando a batedeira. “Deixa que eu ralo o chocolate. Você pode se cortar.” Ele falou suave para ela.
“Ah...tá.” Ela lhe entregou o chocolate, mais uma vez, corada.
“Abre a boca” Ela falou para ele, enquanto o mesmo ralava o chocolate.
“Ahn?” Ele se virou para ela sem entender
“Abre a boca oras.” Ela pegou a cereja e tirou o cabinho.
“Eu não vou provar isso.” Ele falou, igual a um garoto mimado.
“Ah...vai...por favor...” Ela falou puxando a manga do Youko, fazendo com que ele se derretesse todo.
“Mas eu não gosto.” Ele falou por fim.
“Ah...tá bom então.” Para fazer chantagem, ela abaixou a cabeça triste, e comeu a cereja, sem saber que ela partia o coração do ruivo fazendo isso.
“Tá bom.”
Ela olhou esperançosa. “Mesmo?”
“É né” ele respondeu emburrado.
Botan deu pulos de alegria, retirou o cabinho da cereja e foi na direção dele.
“Abre a boca.” Ele abriu e ela colocou a cerejinha lá dentro.
“Como seus lábios são macios...” Ela pensou, passando de leve os dedos na boca do ruivo, causando arrepios nele.
“Acho que quero mais uma.” Ela falou, segurando a mão dela, e lambendo os beiços.
“Ah é?” Ela falou, apreciando o carinho.
“É.”
“Te desafio então.”
“Cuidado” Ele falou, alertando-a “Desafios feitos a Kurama Youko nunca foram negados.”
“Era para eu ter medo?” Ela falou rindo.
“Aí fica a seu critério.”
A guia cortou o cabinho da cereja bem pequeno e mordeu-o, deixando a cereja pendurada “Pega ela” Ela falou entre dentes.
“Você só pode estar brincando.” Ele falou, rindo.
Ela deu de ombros, mas não tirou a cereja da boca.
“Depois não reclama.” Ele falou, mordendo a cereja, deixando apenas a pontinha do cabinho.
“Não quer mais?” Ela perguntou em tom de desafio.
Como ela podia mexer tanto assim com ele?
Será que ela não sabia o poder devastador que ela tinha sobre ele?
Ela era totalmente indecifrável. Momentos antes, ela parecia uma criança querendo sorvete, e agora, se tornava essa mulher sedutora.
“Você tá brincando com o fogo Botan.” Ele falou, com um meio sorriso.
“É...” Ela falou suspirando “talvez eu queria me queimar.” Ela olhou para ele, com o mesmo sorriso.
“Agora você vai ver só.”
Kurama puxou Botan pela cintura, fazendo a guia tomar um susto, tirou o cabinho da cereja da boca dela, e quando iam se beijar, o alarme tocou, avisando que o bolo já estava pronto.
“Não foi dessa vez raposinha” Ela tirou a farinha da ponta do nariz dele com um leve toque, e foi pegar o bolo. “Vá fazer a calda neutra, enquanto eu acabo de arrumar o bolo.”
Kurama, estupefato, foi fazer o que ela mandou.
“Como meu Kami, ela consegue fazer isso...” Ele pensou.
“Como meu Kami, eu consegui fazer isso....” Ela deu um leve sorriso ainda assustada, levando o bolo para cima da bancada.
Enquanto Kurama fazia a calda neutra, ela decidiu fazer brigadeiros.
“Kurama?”
“Sim?”
“Você pode abrir as duas latas de leite condensado para mim?” Ela perguntou, pegando o abridor de latas.
“Claro.” Ele começou a abrir as latas “Mas para que?”
“Vou levar uns brigadeiros!” Ela sorriu “Obrigada!”
“Mas e o bolo?” Ele olhava para a receita e em seguida para a massa. “Tem que montar ele ainda.”
“Mas tem que esperar a massa esfriar” Ela falou, enquanto mexia o brigadeiro na panela.(1)
“Ah tá.”
A paz na cozinha era inacreditável.
Kurama enrolava os brigadeiros enquanto Botan cortava o bolo em três partes para preparar o recheio.
“Quer um pouco de brigadeiro?” Ele levou um pouco do brigadeiro do prato até ela.
“Eu quero.” Ela falou sorrindo, enquanto arrumava o bolo.
“Abre a boca.” Ele falou, colocando o brigadeiro em uma colher e levando até a boca dela “Mas...o que você fazer com a massa separada?”
“Eu vou pegar essa parte debaixo e colocar em uma assadeira com o fundo falso.” Ela mostrava “Aí eu coloco a calda de cereja... E aquele chantilly que você havia feito” Ela mostrou “E coloco a segunda parte em cima de tudo isso e faço a mesma coisa...”
“Isso porque você disse que não sabia cozinhar” Ele falou observando-a e comendo brigadeiro.
“E não sei” Ela falou, colocando a terceira parte por cima e virando com papelão “To fazendo na sorte”
“Agora você passa o resto do chantilly em volta do bolo?” ele perguntou, parecendo criança.
“É.” Ela passou no bolo todo e falou “Aí coloca o chocolate ralado...E as cerejas e voilá.”
“Será que tá gostoso?” Ele perguntou, incerto.
“Pro nosso bem, tomara que esteja viu.” Ela pegou mais um pouco de brigadeiro, se sentando na bancada, do lado de Kurama.
“Nós dois ainda estamos sujos de ovos e farinha.” O Youko falando, olhando para ambos.
Botan suspirou e olhou para o chantilly.
Para Kurama.
Para o chantilly.
“Kurama?” Ela falou inocente
“Sim?”
“Pensa rápido!” Ela falou jogando uma colherada de chantilly na cara do ruivo.
“Você me paga.” Ele falou, jogando brigadeiro nela.
“Audacioso!”
“Encrenqueira!”
E começaram outra guerra.
“Chega.” Ela falou, ofegante. “Tem um pouco de chantilly mas eu quero comer esse restinho.”
“E eu quero comer o brigadeiro.” Ele falou por fim, voltando a respirar normalmente.
“Agora senhor Kurama, nós vamos limpar a cozinha.”
“Tudo bem.”
“Tudo bem?” Ela perguntou pasma.
“É ué.” Ele falou olhando para ela “Qual o problema?”
“Você não vai fazer igual a todos os homens e inventar que tem que comprar um parafuso para prender o quadro na parede? Ou talvez, no nosso caso, imitar o Yusuke inventando youkais de classe S atacando o planeta terra... Ou talvez um maremoto ou uma chuva de meteoros...”
“Eu entendi.” Ele falou, fazendo ela parar.
“Eu posso listar mais mil desculpas que o Yusuke seria capaz de dar...” Ela suspirou “Mas enfim, você não se importa?”
“Eu não.”
“Você é homem mesmo?” Ela falou, entregando um rodo com pano para ele.
“Segundo os médicos... e segundo a mãe natureza sim.”
“As vezes a mãe natureza se engana” A guia comentou, lavando as mãos e o rosto.
“Comigo não foi engano” Ele disse, passando o rodo na cozinha.
“Se você diz” Ela passava o pano na parede.
“Ufa!”
Botan comentou depois de terem terminado o serviço.
“Não sabia que tua cozinha era tão grande.” Ele falou, se sentando em um banco.
“Nem eu.” Ela respondeu se sentando do lado dele.
Um tempo se passou e eles ficaram apenas sentados, olhando furtivamente de vez em quando para o outro.
Se completavam.
Mas ainda não sabiam disso.
“Olha...” Botan falou, encarando o ruivo.
“O que?” Ele olhou curioso para ela.
“Ainda tem farinha na sua bochecha...”
Ela se levantou com um sorriso tímido, se posicionando no meio das pernas do ruivo. Segurou o rosto dele com as duas mãos e começou a passar o polegar para tirar.
Depois que viu tudo que estava acontecendo, tentou se afastar rapidamente, mas Kurama a segurou pelo pulso.
“Não vai...” Ele falou baixo.
“O que é isso?” Ela perguntou, incerta.
“Isso o que?” Ele perguntou, ainda segurando o pulso dela.
“Isso...” Ela mostrou o pulso “E tudo aquilo que aconteceu antes.”
“Qual o problema?”
Ela desviou o olhar.
“O que foi?” ele perguntou, olhando fixamente nos olhos dela, e segurando o seu queixo, mostrando que queria que ela olhasse nos olhos dele.
“Foi tudo uma brincadeira?” ela perguntou com os olhos cheios de lágrimas
“Foi sim.” Ele falou, e ela deixou as lágrimas rolarem livremente pela sua face. “É que eu amo demais uma pessoa sabe....” Ele falou com um leve sorriso, observando a reação dela.
Mais lágrimas saíram pelos olhos dela.
“Só que essa pessoa não sabe....” Agora ele se encontrava de pé “Porque eu tenho medo de não ser correspondido”
As lágrimas de Botan cessavam devagar enquanto ela juntava as peças do quebra cabeça.
Ele a abraçou bem apertado e sussurrou em seu ouvido
“Eu te amo Botan.” A guia arregalou os olhos “E nunca tive tanta certeza disso.”
Antes que ela tivesse chance de responder, Kurama capturou os lábios dela em um delicado beijo. Ainda assustada, Botan estava incerta do que fazer.
“É assim que tem que ser...” Ela pensou e apenas se entregou ao momento.
Ela passou seus braços em volta do pescoço de Kurama, para puxá-lo mas para perto.
Kurama a empurrou, fazendo com que ela encostasse suas costas no balcão, enquanto ele se pressionava para cima dela.
Quando se separaram, Botan colocou as suas mãos nas bochechas do ruivo, encostando a testa dele na sua, ainda recuperando o fôlego.
“Eu não sabia que você também tinha medo.”
“Todo ser vivo tem medo de perder aquilo que mais ama na vida.” Ele falou, dando um leve beijo na boca dela.
“Eu também te amo Kurama.” Ela o abraçou bem apertado e ele retribuiu o gesto.
“Ainda são quatro horas por incrível que pareça.” Ele falou olhando sugestivamente para ela.
“E daí Senhor Kurama?” Ela falou cruzando os braços, dando um sorriso.
“Acho que eu sei como aproveitar esse tempo.” Ele a prendeu entre a mesa e ele.
“Então se divirta sozinho.” Ela riu passando por debaixo do braço dele.
“Não mesmo.” Ele a segurou “Você não vai fugir desse jeito.”
Ele distribuía leves beijos no pescoço da guia, provocando-a.
“Quem disse?” Ela perguntou, tentando não ceder
“Quem mais poderia dizer qualquer coisa?” Ele falou sussurrando na orelha dela, para logo em seguida dar uma leve mordidinha, fazendo o caminho pescoço abaixo, acabando com as resistências dela.
“Mas não pense que você vai ser o único que vai se divertir senhor eu-me-acho-demais-por-arrancar-um-suspiro-de-uma-mulher”
“E porque você diz isso senhora eu-sou-imune-a-tudo-aquilo-que-possa-me-dar-prazer?”
“Senhorita por favor.” Ela falou corrigindo “Porque eu também vou me divertir querido.” Ela respondeu, passando as unhas de leve no tórax de Kurama por dentro da camiseta, arrancando suspiros do ruivo. “Além do mais.” Ela falou, dando um pulo para trás, se afastando dele “Não podemos perder a hora. Porque senão a Keiko nos mata.”
“Dane-se a Keiko” Ele falou, carregando Botan como se fosse um saco de batatas “Você não vai me provocar e sair por isso mesmo.” Ele foi andando até o quarto e, na porta a colocou no chão, olhando seriamente dentro dos olhos dela. “Sério agora Botan. Se você não quiser, não tem problema eu espero o tempo que for preciso.”
Ela sorriu, tirou o telefone da tomada e falou “Eu quero isso. Quero ser totalmente sua Kurama.” Ela apenas sorriu e o puxou para dentro do quarto.
“Cuidado com aquilo que você deseja” Ele falou e fechou a porta.
Esse momento era só deles e nada iria mudar isso.
Eles se pertenciam e ninguém ia mudar isso.
Eles se amavam, e nada ia mudar isso.
Botan acordou depois de um tempo e encontrou o ruivo dormindo ainda.
Ela estava de costas para ele, e ele estava com as duas mãos em volta da cintura dela, abraçando-a bem apertado
Ela se soltou delicadamente e ficou sentada, organizando seus pensamentos.
Não sabia como tudo estava tão certo.
Sabia apenas que estava.
“E se depender de mim nada vai mudar isso...” Ela falou baixinho para si mesma, quando sentiu a cama se mexer.
“Boa tarde.” Kurama falou com a voz rouca de quem acabou de acordar, e o rosto um tanto quanto inchado.
“Ai que muito fofo!” Ela o abraçou, ambos caindo deitados novamente.
Kurama se apoiou em um cotovelo e apenas olhou para Botan deitada sorrindo igual a uma criança.
“O que foi?” Ela perguntou rindo.
“Nada.” Ele respondeu, com o mesmo sorriso.
“Fala!” Ela fez leves cócegas nele.
“Eu só estava vendo como até descabelada você fica linda.” E puxou o seu queixo para um leve beijo.
Ela ficou vermelha e escondeu sua cara no travesseiro.
“Você tá ouvindo?” Botan sentou rapidamente na cama
“O que?” Kurama apurou os sentidos mas não conseguiu ouvir nada.
Botan se levanta enrolada em um lençol e começa a procurar o barulho.
“Volta para a cama...Não tem nada” Ele fala implorando
“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH”
“O que o que o que?” Kurama vestiu sua samba-canção e desesperado foi até aquilo que Botan segurava.
“O que foi?”
Ela mexia a boca mas a voz simplesmente não saía.
“Dormimos...Hora...Morte” Foi tudo que ela conseguiu falar
“Como?” Ele perguntou.
Ela apenas mostrou o celular.
“Meu deus do céu.” Ele falou.
“AHAM!” Ela falou desesperada.
“Botan...Nós devíamos estar lá a meia hora atrás.”
“NÃO? VOCÊ JURA?” Ela falou desesperada. “Eu preciso tomar banho.”
“Como assim você precisa tomar banho?” Kurama falou correndo desesperado atrás de suas roupas.
“Preciso tirar o cheiro de sexo de mim ué!” Ela falou entrando no banheiro.
Kurama parou no meio do quarto e ficou olhando confuso para ela “Cheiro de sexo?” Ele falou entrando no banheiro “Não existe cheiro de sexo.”
“Claro que existe” Ela falou embaixo do chuveiro.
“E como que é o tal?” Ele falou chorando de rir, se sentando no vaso sanitário.
“Eu não sei explicar...” Ela falou se enrolando na toalha e enrolando o cabelo.
“Então é porque não existe.” Parando de rir, ele decidiu ir tomar um banho.
“Então por que você vai tomar banho?” Ela falou rindo “Você parece uma noiva, vai demorar demais!”
“Ora essa” Ele falou, jogando água nela “Não vou não”
“Tanto faz” Ela saiu do banheiro.
Depois de 10 minutos, Kurama estava devidamente vestido e já havia secado o cabelo, enquanto Botan, se encontrava de calcinha e sutian apenas.
“Depois eu que sou a noiva.”
“Cala a boca.” Ela falou, retirando umas roupas do guarda roupa.
“Mas me explica...Como é esse cheiro de sexo?” Não se agüentando ele começou a rir mais um pouco.
“É aquele cheiro que por mais que não exista, as pessoas sabem que está lá.” Ela falou, indecisa
“Você quer dizer o suor talvez?”
“Não. É o cheiro do sexo mesmo.”
“Mas você é virgem.Não tem como você saber se existe um cheiro ou não.”
“Ah tem.” Ela falou “Eu sempre sei quando alguém acabou de fazer sexo.”
“Você pergunta para a pessoa?Você chega tipo, “Oi você fez sexo hoje?” ou você é mais sutil?Ou quem sabe você chega cheirando a pessoa.”
“Não. Eu simplesmente sei. Os olhos da pessoa estão brilhando...sem contar que sempre fica aquele cheiro. Resumindo: se você fizer sexo eu vou saber.”
“É meio óbvio né?” Ele falou e começou a gargalhar de novo ganhando uma toalhada na cabeça “Hey! A culpa não é minha se você só fala absurdos!” Ele disse segurando a toalha
“Não é absurdo. É a verdade.” Ela suspirou “Vai colocar o telefone na tomada e preparar o bolo na caixa que eu já vou” Ela o empurrava porta afora “Com você me atrapalhando não vou me conseguir me concentrar”
“Eu entendo.Eu sou muito gostoso, e isso acaba com qualquer tipo de concentração que você possa ter escolhendo uma roupa. Trabalho árduo esse.” Ele falou, para receber como resposta uma batida na porta e, um gritinho agudo vindo do outro lado.
“Você vai me deixar louca Kurama!” Ela falou por fim.
Depois de ter arrumado o bolo e os brigadeiros em duas caixas separadas, ele estava sentado no sofá, esperando pela guia.
“Anda logo.” Ele olhou no relógio “Nós temos que estar lá em 10 minutos!”
“Já vou!” Ele ficou de pé quando ouviu a guia abrir a porta do quarto.
“Você prefere levar os brigadeir...” Kurama ia continuar a falar quando viu Botan parada, colocando o presentinho de Yusuke na bolsa.
“O que foi?” Ela perguntou
“Você está linda.” Ele falou simplesmente, sorrindo.
Botan trajava uma saia de vários tons de rosa, até a altura do joelho, uma blusa detalhada branca, com um leve casaquinho por cima, branco também. Nós pés, usava uma delicada sandália rosa. Seus cabelos estavam presos em um meio rabo e ela utilizava um delicado brilho labial transparente.
Ela ficou corada e respondeu “Você também. Sem contar que está muito cheiroso!”
Ambos sorriram e abrindo a porta ela falou “Você sabia que nós íamos fazer amor hoje?”
“É. Eu olhei pro céu e ele estava tão claro que pensei que era hoje que ia ser meu dia de sorte.” Ela acabou de trancar a porta e ambos seguiram de mãos dadas até a casa do Yusuke.
“Você tem um sexto sentido apurado para essas coisas né?” Ela falou rindo.
“Para você ver. Tenho tipo um radar, que apita avisando que hoje eu faço sexo.”
“Hey...” Ela parou de repente, fazendo com que ele parasse também.
“O que foi?” Ele perguntou.
“Olha para aquele estrela e faça um pedido. Ela é a primeira do céu esta noite.” Ela falou fechando os olhos.
“Não preciso fazer pedido nenhum.” Ele falou, dando um leve beijo na boca de sua amada.
“E por que?” Ela perguntou de frente para ele.
“Porque o meu único pedido já foi realizado.” Ele falou passando os braços em volta da cintura dela.
“E qual é?” Sorrindo, ela passou os braços em volta do pescoço dele.
“Aprender a fazer um bolo.” Ele falou rindo, ganhando um tapa no braço.
Ele se inclinou e beijou a boca de Botan.
Um beijo longo, apaixonado.
“Eu te amo Botan.” Ele falou “E nunca me cansarei de dizer isso. Muito menos de sentir.”
“Eu também nunca me cansarei de ouvir.” Ela sorriu “Também te amo Kurama.”
E voltaram a andar.
Chegando na casa de Yusuke, Keiko os esperava lá embaixo desesperada
“Será que os dois podem se apressar?” Ela falou, empurrando ambos para dentro “Os meninos já estão chegando com o Yusuke”
“Oi para você também Keiko” Botan falou.
“Pelo menos trouxeram o bolo!” Ela falou sorrindo “E brigadeiros!”
“Diabos.” Yusuke bufou.
“Para de reclamar Yusuke.” Kuwabara respondeu
“Como assim para de reclamar?” Ele falou, procurando a chave do apartamento.
“Vai dizer que você não se divertiu comigo e com o salva-vidas de aquário.”
“Cala a boca seu vagalume de quinta categoria” Hiei respondeu.
“Divertir?” Yusuke falou incrédulo, abrindo a porta do apartamento “No meu PRÓPRIO aniversário, eu tive que agüentar dois palermas brigando sem parar.”
“Cala a boca idiota.” Hiei falou entrando no apartamento escuro, sendo seguido por Kuwabara.
“Volta aqui pintor de caixa de sapatos!” Yusuke correu e acendeu a luz.
“SURPRESA!”
Yusuke se assustou mas logo começou a rir, feliz com a surpresa.
“Feliz aniversário!” Keiko falou, logo em seguida, dando um beijo no seu namorado.
Todos o cumprimentaram, felizes.
“E o meu presente Keiko?” Ele falou sugestivo.
“Cala a boca” Ela lhe deu um tapa no braço “Mais tarde quem sabe...” Ela sussurrou e foi falar com Botan e Shizuka.
“Antes que eu me esqueça” Kuwabara falou, já meio alterado por causa da bebida “O plano da Keiko deu certo Kurama?”
“Que plano?” Kurama perguntou olhando para Kuwabara, que logo em seguida atraiu a atenção de todos.
“Ué.” Ele falou, tomando mais um gole “De juntar você e a Botan.”
“Ah. Esse plano.” O Youko respondeu, tomando um gole da sua bebida, e olhando Botan sorrindo simplesmente respondeu “É, eu acho que sim. Vocês gostaram do bolo não é mesmo?”
“Seu pastel” Yusuke deu um tapa na cabeça de Kurama e ficou em silêncio por um tempo.
“O que foi?” Kurama perguntou estranhando a atitude do amigo.
“Vocês fizeram sexo né?” Yusuke perguntou.
Kurama engasgou e logo falou “Como assim?”
“Não adianta negar. Eu sinto o cheiro de sexo no ar.”
Kurama começou a rir, e viu que do outro lado Botan estava engasgada porque, aparentemente Shizuka lhe fizera a mesma pergunta para logo em seguida gritar “Até que enfim!”
“É” Kurama pensou “Felicidades para mim.” Olhou de novo para o sorriso da guia “Felicidades para nós.”
FIM
::Mail to Dm Tayashi